O final de semana tá chegando e melhor que isso o feriado prolongado. Era tudo o que eu precisava mesmo. Tenho andado tão sobrecarregada que vou aproveitar pra descansar muito. Resolvi postar algo em homenagem a nós mulheres. Mas meu amigos, não se sintam discriminalizados. Tb vou postar algo em homenagem a vocês (mas não hoje, ok).

Como fazer uma mulher guardar dinheiro?

Vão economizar quanto por mês?

Um beijo,



- Postado por: Ana Paula às 21h46
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Oi, pessoal!

Tudo bem? Tenho andado meio sumida, né? Mas é falta de tempo mesmo. Tenho estado muito cansada esses dias. Não só cansaço físico, mas o mental tb o que resulta na falta de idéia até para postar. Comecei a fazer a dieta do carboidrato. Tenho que emagrecer urgentemente!!! Verão vem aí...e no feriado do dia 15 (se Deus quiser) vou pra Cabo Frio (meninas, vai ser bom demais  ).

Estava olhando meu e-mail e achei essa poesia que eu gosto muito. Vou compartilhá-la com vcs.

EU QUIS TE CONHECER

Eu quis sentir o teu calor
Eu quis tocar a sua face
Eu quis chegar ao paraíso
Eu quis te amar
Eu quis viver somente ao lado teu
Somente a tua voz ouvir
Eu vi a gente se abraçar
Num sonho impossível
De se desmanchar
Que ninguém vai separar
Parece, meu amor
Que nada mais existe
No mundo, só você

Eu quis fazer você sofrer
Eu quis te ver chorar
Eu quis te torturar
Te enlouquecer
Eu quis me perder do teu olhar
do teu calo, do teu amor
Ah! Bem eu quis fugir
Eu quis partir
Eu quis morrer
A Deus implorei para te esquecer
Que tudo fosse um delírio meu
Oh! Meu amor
Meu bem , meu mal
OH! Minha razão, oh! minha perdição
Oh! Minha loucura, oh! minha paixão
Oh! minha dor, minha paz
Eterno amor

                   Francis Hime

Não vá pensando que eu estou apaixonada, hein? Se bem que eu estou precisando ocupar meu coraçãozinho. Ele tá tão maltradado. É que realmente adoro essa poesia. Até mais, beijos 
 



- Postado por: Ana Paula às 00h32
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Hoje vou postar um artigo da brilhante escritora gaúcha Lya Luft dos best sellers "Perdas e ganhos" e Pensar é transgredir". Leitura de alta qualidade. Mas o que me chamou a atenção nesse artigo foi a visão masculina de uma mulher sobre nós mulheres.

Boa diversão e boa semana.  Beijos 

Porque as mulheres são tão chatas no amor?

 

            No começo diziam que eu escrevia mais para mulheres (o que é bobagem) e que minhas personagens femininas são mais fortes do que os homens (idem). Rótulos são imprecisos e empobrecedores, mas o que se há de fazer.     

            No Rio, escrevi entre outras coisas que também os homens sofrem de solidão - na medida da solidão (ou da infantilidade) de suas mulheres; que também querem ser amados, ouvidos, olhados não só criticados e cobrados. Em palestras afirmo (para horror de muitas) que nós, mulheres, também sabemos ser muito chatas. Insatisfeitas, cobradoras, ásperas ou lamuriosas, frívolas e agitadas: nem sempre companheiras, poucas vezes cúmplices.

            Está certo que andamos sobrecarregadas nesses tempos modernos, vacilando entre competência e beleza (ah, os modelos absurdos e impossíveis que permitimos que nos implantem nas belas cabeças...), correndo entre filhos e patrão, cartão de crédito ou momentinho de ócio escutando aquela música ou vendo aquele vídeo no sofá da sala em plena tarde. Sem que ninguém nos chame com aquela voz grossa e fatigada: Ô, mãããe.

            Repito que sabemos ser chatas, implicantes, desassossegadas, indiscretas e críticas. E deixamos sozinho o nosso homem, que bem ou mal é o que está do nosso lado. Pois, se for ruim demais, por que ainda estamos com ele?

            Filho pequeno não é desculpa para alguma grave omissão quanto à vida pessoal ou carreira:mãe sombria ou patética não ajuda filho nenhum a crescer com esperança e otimismo, necessários para não se tornar um revoltado ou apático monstrinho.

            Um amigo meu, tendo sido muito rico, estava falido, e sua dor maior era  ter que participar à mulher que ela não podia mais assinar um chequezinho:todos sem fundos;

            Depois desse desabafo dele, pensei no que teria sido sua vida a dois, ela tratada como uma criança em casa, ignorando sua trajetória, possivelmente as vitórias e derrotas, medos e solidão do seu marido.

            Não só as mulheres que precisam falar e ser ouvidas: na sua linguagem e no seu ritmo, que não são os nossos, se pudessem abrir o coração (o que raramente fazem) muitos homens se queixariam de que ninguém os escuta em casa. A mulher grudada na televisão ou nos filhos, no telefone com a amiga; os filhos na rua, ou fechados no quarto; e com os amigos do bar ou do escritório, os homens falam de futebol, mulher, carro, raramente de si mesmos e de sua humanidade.

            Assim inventei há pouco tempo o que seria um lamento dos homens desejando que a mulher, amante ou namorada os acolhesse melhor.

            “Que quando chego do trabalho ela largue por um instante o que estiver fazendo -filho, panela, computador- venha me dar um beijo como nos tempos de antigamente. Que, mesmo com o passar do tempo, os trabalhos, os sofrimentos e o peso do cotidiano, ela não perca o jeito que me encantou quando a vi pela primeira vez. Que se estou cansado demais para fazer amor ela não ironize nem diga que “até que durou muito”, o meu desejo ou potência. Que quando quero fazer amor ela não se recuse demasiadas vezes nem fique impaciente ou rígida, mas cálida como foi anos atrás. Que ela não me humilhe porque estou ficando calvo ou barrigudo nem comente nosso intimidade com as amigas, como tantas mulheres fazem. Que jamais se permitam comentar diante de outros, nem de brincadeira, seja positiva ou negativa, o meu desempenho sexual.




- Postado por: Ana Paula às 20h06
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            Que não tire nosso bebê  dos meus braços dizendo que homens não tem jeito para isso ou que não sei segurar a cabecinha dele, mas me ensine o que eu não souber. Que ela nunca se interponha entre mim e as crianças, mas sirva de ponto entre nós quando me distancio ou me distraio demais. Que quando preciso ficar um pouco quieto ela não insista o tempo todo para que eu fale ou a escute, como se silêncio fosse sinal de falta de amor. Que quando estou com pouco dinheiro ela não me acuse de ter desperdiçado com bobagens em lugar de prover para minha família. Que quando estou trabalhando ela não telefone a toda hora para cobrar alguma coisa que esqueci de fazer ou não tive tempo. Que não se insinue com minha secretária  ou colega para descobrir se tenho uma amante.

            Que com ela eu também possa ter momentos de fraqueza, de ternura, me desarmar, me desnudar alma, sem medo de ser criticado ou censurado:que ela seja minha parceira, não minha dependente nem meu juiz. Que cuide um pouco de mim como minha parceira, mas não como se eu fosse um filho desastrado e ela a mãe onipotente; que não,e transforme em filho.

            Que , se erro, falho, esqueço, me distancio, me fecho demais ou a machuco consciente ou inconscientemente, ela saiba me chamar de volta com aquela ternura que só nela eu descobri e desejei que não se perdesse nunca, mas me contagiasse e me tornasse mais feliz, menos solitário e muito mais humano.”

            Essa brincadeira séria me valeu protestos de algumas mulheres, aplausos de outras e abraços de muitos de meus amigos homens. Alguém (um homem) me escreveu dizendo que suspeitava de que o texto tivesse sido escrito pelo meu “maridão”. Respondi ao e-mail com outro informando que só se fosse em sessão espírita, pois há muitos anos eu já enviuvava pela segunda vez. E se eu dissesse que o pai de meus filhos, ilustre gramático e lingüista, jamais escrevera uma linha de meus tantos livros, essa pessoa não acreditaria também.

            De modo que, sim, eu acho que não somos santas nem temos obrigação de ser, mas bem que aqui e ali valeria a pena parar, olhar, escutar; dentro de si, e ao lado, onde está aquele com quem afinal partilhamos a vida.

            Temos escutado o que ele diz ou o que nos diz seu silêncio? Temos ainda lembrado de agradar, elogiar, fazer carinho ou estamos demais ocupadas botando botox na cara e passando horas na academia com medo de que o tempo nos devore o que sobrou da nossa alma?

            Ainda pensamos nele, nas suas necessidades, emoções, desejo, frustrações, medo e fraquezas, como quando éramos namorados - ou estamos demais distraídas com as amigas, o bingo, o carteado, a butique, o mais recente mexerico sobre os artistas de televisão ou sobre a vizinha? Não sei. Receio que responder seja tão duro quanto perguntar.

            Não acho que a gente deva ser boazinha, gueixa, submissa ou serviçal ressentida, menininha de voz fina gingando em saltos altíssimos pela casa ou arrastando-se às 4 da tarde de robe e pantufas com cara de cachorro.

            Importante seria não deixar que a poeira da banalidade abafasse o que havia entre a gente de encantamento e magia, ainda que o namorado agora seja um marido mais barrigudo, e menos cabeludo, de óculos, que chegasse em casa cansado demais para reparar no quanto estamos bonitas ou exaustas demais.

            O bom seria que continuássemos amantes, sendo também amigos. Pois amor é amizade com sensualidade: se não gosto do outro com seus defeitos e qualidades e até pequenas loucuras, como foi que o escolhi para viver comigo numa casa, nas mesma mesa, cama e talvez todo o tempo de minha existência?

            Acho que, sim, somos demasiadas vezes chatas, cobradoras, secas, lamurientas, infantis e de um egoísmo retumbante. Embora gostemos de nos apresentar como incompreendidas ou maltratadas, merecedoras de todas as compensações imagináveis, é bom ponderar que a mulher-vítima e a mãe-mártir inspiram culpa e aflição e perturbam toda uma família.

          Melhor ser natural. Melhor ser generosa com limites, sem se deixar explorar; melhor ser bem-humorada, porque alegria é muitas vezes a última esperança de um velho amor. Melhor ainda, melhor mesmo, é abraçar, fazer aquele carinho, olhar fundo no olho, e dizer alguma antiga, esquecida nas correrias cotidianas. O coração se renova com a mesma fagulha que, há dois anos ou 20 anos ou até mais, fazia cada encontro uma emoção, e a gente sentia que ali, estava o que mais queríamos da vida. Resta saber o que fizemos com aquela relação e como temos afinal lidado com esse homem que foi o objeto máximo de nosso desejo e sonho. 

Escrito por  Lya Luft – Revista Cláudia fev 2004



- Postado por: Ana Paula às 20h05
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Nome:Ana Paula Junqueira
Idade: 25 anos
E-mail:paulasdj@yahoo.com.br
Msn:anapaulasdjunqueira@hotmail.com
Profissão: Enfermeira
Cidade: Três Rios - RJ


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